Observatório da Qualidade no Audiovisual

Social TV

A social TV começou a ser debatida nos anos 2000, a expressão estava vinculada a projetos acadêmicos e de laboratórios de tecnologia relacionados à televisão digital interativa. Posteriormente, a social TV passa a ser discutida em diversas áreas, ganhando outras aplicações. Tendo como aporte teórico as reflexões de Proulx e Shepatin (2012), Harboe (2009), Montpetit, Klym e Blain (2010) e Summa (2011) o fenômeno se refere ao compartilhamento de conteúdos (comentários, memes, vídeos, fotos, montagens, etc.) feito através das redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram, etc.) e dos aplicativos de segunda tela (TVShow Time, TV Tag, Viggle, etc.) de maneira síncrona ao fluxo televisivo.

No âmbito da comunicação, os estudos sobre a social TV abrangem o jornalismo, os eventos esportivos, as premiações, as telenovelas, os reality shows e as narrativas ficcionais seriadas. De modo geral, as pesquisas contemplam os conteúdos produzidos pelos canais e/ou pelo público. Nesse sentido, as discussões apoiam-se em fenômenos como a cultura participativa, a transmídia, a cultura de fãs e a remixagem.

Ao estabelecer uma relação simbiótica entre a televisão e o ciberespaço, o social TV potencializa e reconfigura a conversação em torno do conteúdo televisivo e a experiência coletiva. A partir deste contexto, este projeto tem o objetivo de discutir as novas formas de participação, interação e produção de conteúdo estabelecidas pelo fenômeno.

Mapeamento

Com o objetivo de compreender as distintas ações de social TV realizadas pelos canais estadunidenses e brasileiros para engajar o público no Twitter durante a exibição dos programas, realizamos, entre 2015 e 2017, um mapeamento das principais estratégias de engajamento na segunda tela. As ações chamam a atenção para como os formatos narrativos adotados nas atrações pautam o conteúdo publicado pelas emissoras no microblogging. Dessa forma, refletimos sobre a multiplicidade da social TV, ou seja, as ações realizadas na rede social variam de acordo com a proposta do programa que está no ar. Como, por exemplo, uma narrativa cômica irá priorizar as falas e o gestual dos personagens através de textos e GIFs, já uma trama épica focará na contextualização da história. Esse mapeamento nos ajuda a compreender a importância do universo ficcional na configuração das ações de social TV e como muitas vezes o mesmo é ampliado e aprofundado na segunda tela.

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Redes Sociais

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