Observatório da Qualidade no Audiovisual

Obitel

O Obitel Brasil (Rede Brasileira de Pesquisados da Ficção Seriada Televisiva) reúne pesquisadores brasileiros de 12 universidades brasileiras que se dedicam ao estudo da ficção televisiva. A Rede é coordenada pela Profa. Dra. Maria Immacolata Vassallo de Lopes, da Universidade de São Paulo (USP).

As pesquisas desenvolvidas pela equipe da Universidade Federal de Juiz de Fora no âmbito do Obitel Brasil têm como objetivo refletir sobre a produção e o consumo das telenovelas no âmbito da social TV.

No biênio 2014-2015 analisamos as relações entre a produção, a circulação e o consumo no ambiente da cultura participativa a partir da análise da novela O Rebu, exibida na Rede Globo em 2014. Procuramos estudar as estratégias de transmidiação da emissora e refletir sobre o fenômeno da social TV.

A novela O Rebu foi analisada a partir de duas perspectivas: por um lado, contempla-se a lógica da produção e as estratégias de transmidiação propostas pela Globo para promover o engajamento

do público; e, por outro lado, a lógica do consumo, a partir da reflexão sobre o engajamento que pôde ser observado na interação por meio do Twitter, que configura o fenômeno recente da Social TV.

A metodologia usada para a análise do backchannel no Twitter foi elaborada a partir de uma combinação de procedimentos de observação e mineração dos dados. A coleta do fluxo foi realizada entre os dias 14 de julho e 12 de setembro de 2014. Foram identificados três padrões de atuação dos telespectadores interagentes que permitem a análise da interação presente em O Rebu, são eles: a complexidade narrativa, a intertextualidade e a memória afetiva.

No biênio 2016-2017 aprofundamos a reflexão sobre as práticas de fãs e especialistas a partir da análise da curadoria e remixagem presentes nas ações dos perfis fictícios no Twitter, evidenciando as dimensões da competência midiática dos fãs na social TV.

Neste trabalho refletimos sobre as práticas dos fãs de telenovelas no Twitter, a partir da análise da atuação de perfis fictícios dos personagens durante a exibição da novela Liberdade, Liberdade exibida em 2016 na Rede Globo. Com isso, aprofundamos a discussão que temos estabelecido no âmbito do Obitel sobre a social TV, que foca na experiência televisiva de assistir a uma atração e criar conteúdo para circular nas redes sociais (Proulx e Shepatin, 2012 e Acierno, 2012). A análise tem o intuito de compreender como os fãs analisam e produzem conteúdos midiáticos críticos e interventivos no Twitter, a partir da perspectiva proposta por Ferrés e Piscitelli (2015) das habilidades compreendidas pelas dimensões da competência midiática. Procuramos assim estudar como os fãs mobilizam as dimensões tecnologia, linguagem, ideologia e valores, estética, processos de interação e processos de produção e difusão nas interações, que ocorrem de forma síncrona à exibição da novela, no Twitter.

A proposta de pesquisa para o biênio 2018-2019 irá explorar pistas de investigação encontradas nos trabalhos anteriores, principalmente no que se refere ao diálogo entre a narrativa, a produção crítica e criativa dos fãs e a literacia midiática.

 

Download dos capítulos

Biênio 2014-2015 
Capa

Realizada no biênio 2014-2015 do Obitel Brasil/Equipe UFJF a pesquisa “Cultura participativa na esfera ficcional de O Rebu” teve como objetivo estudar a circulação de comentários críticos relacionados com a narrativa ficcional e as formas de participação do público, com o olhar voltado para a compreensão das estratégias e práticas transmidiáticas adotadas pela Globo em relação ao remake de O Rebu (2014) como forma de engajamento do público e, por outro lado, a efetiva interação ocorrida através do Twitter.

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Biênio 2016-2017 

oBITEL

A pesquisa realizada no biênio 2016-2017 do Obitel Brasil/Equipe UFJF tem o objetivo de analisar a atuação dos perfis fictícios, do Twitter, criados pelos fãs da telenovela Liberdade, Liberdade (2016). Escrito por Mário Teixeira e baseada em argumento de Marcia Prates, o folhetim foi inspirado no livro “Joaquina, Filha do Tiradentes”, de Maria José de Queiroz, lançado em 1987. Com a direção artística de Vinícius Coimbra, a trama foi ao ar às 23 horas, na Rede Globo, entre os dias 11 de abril de 2016 e 4 de agosto de 2016, totalizando 67 capítulos. Nesse sentido, iremos refletir sobre o fenômeno da social TV e as dimensões da competência midiática que estão em operação no papel desempenhado por estes perfis criados pelos telespectadores interagentes ávidos no microblogging.

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